quando eu
lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto,
e nada mais."
* Traduzido de The Raven,
de Edgard Allan Poe por Fernando Pessoa, ritmicamente conforme com o original.
É incrível como algumas linhas conseguem fazer seu coração disparar, seus ouvidos zunirem e seu cérebro latejar.
É incrível como algumas linhas parecem ter sido escritas para você, estando você em seu momento mais intimo com o seu interior.
Ao ler cada linha, você faz um momento de reflexão profunda e de repente emergem do negro abismo da mente os pensamentos mórbidos, que passam dias escondidos em baixo do lindo tapete de falsas ideologias que decora um canto escuro qualquer.É neste compasso lúdico e turvo que meu verdadeiro eu, assim posso dizer, se expõem diante de mim e me chacoalha fazendo com que eu preste atenção nele e não o varra para debaixo do tapete de novo. Uma simples linha de um magnífico conto, trás meus pensamentos antigos, meus pensamentos líricos, meus pensamentos sujos e desiludidos. Eu sinto a aura morta dos poemas que escrevia e os vejo como fantasmas pedindo novas almas para lhes acompanhar ao tumulo, porem não consigo lhes falar. Talvez seja a minha alma que se foi ou a alma lírica que me acompanhava.De qualquer forma os impulsos ainda fazem parte de algo em mim, a vontade e o mal ainda pulsam no meu peito e correm paralelos em minhas veias. O que me falta é o desejo de expressar tudo isso mais uma vez, perdendo a vergonha de expor meu intimo, de expor aqueles pensamentos mórbidos que assustam meus olhos. Em real, me falta a alma lírica que vaga perdida em algum mundo de pesadelos esperando que minhas mãos a salve, mas que ao invés disso a joga em baixo do tapete.O tapete bonito que enfeita o canto escuro no abismo da minha mente.
É incrível como algumas linhas conseguem fazer seu coração disparar, seus ouvidos zunirem e seu cérebro latejar.
É incrível como algumas linhas parecem ter sido escritas para você, estando você em seu momento mais intimo com o seu interior.
Ao ler cada linha, você faz um momento de reflexão profunda e de repente emergem do negro abismo da mente os pensamentos mórbidos, que passam dias escondidos em baixo do lindo tapete de falsas ideologias que decora um canto escuro qualquer.É neste compasso lúdico e turvo que meu verdadeiro eu, assim posso dizer, se expõem diante de mim e me chacoalha fazendo com que eu preste atenção nele e não o varra para debaixo do tapete de novo. Uma simples linha de um magnífico conto, trás meus pensamentos antigos, meus pensamentos líricos, meus pensamentos sujos e desiludidos. Eu sinto a aura morta dos poemas que escrevia e os vejo como fantasmas pedindo novas almas para lhes acompanhar ao tumulo, porem não consigo lhes falar. Talvez seja a minha alma que se foi ou a alma lírica que me acompanhava.De qualquer forma os impulsos ainda fazem parte de algo em mim, a vontade e o mal ainda pulsam no meu peito e correm paralelos em minhas veias. O que me falta é o desejo de expressar tudo isso mais uma vez, perdendo a vergonha de expor meu intimo, de expor aqueles pensamentos mórbidos que assustam meus olhos. Em real, me falta a alma lírica que vaga perdida em algum mundo de pesadelos esperando que minhas mãos a salve, mas que ao invés disso a joga em baixo do tapete.O tapete bonito que enfeita o canto escuro no abismo da minha mente.
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